A magia do retroceder
Não nos contaram que crescer não significa necessariamente ser feliz. Não nos disseram que as vezes o bicho papão que habitava nosso medo do escuro estaria no dia claro e sem nuvens fantasiado de tantas outras coisas, e que o fantasma que não estava escondido debaixo da cama se esconderia na rotina diária que por vezes nos rouba sorrisos. Nos deixaram crescer e não nos mostraram que a beleza não está no fim mas justamente no processo, e que o interessante não é olhar e ver todo o caminho percorrido, mas sim aproveitar a estrada como se cada passo marcasse o fim de uma jornada. Vejo o sorriso perder-se nos dias e me pergunto por que não mantivemos a capacidade de absorver alegria em cada sorriso estampado nos rostos ao nosso redor. Deixamos de enxergar bicho nas nuvens, não vemos mais graça numa bolha de sabão, não acreditamos mais no pote de ouro no final do arco íris e não fantasiamos mais uma viagem pra Nárnia ou para o Reino de Oz... Com o quê ainda sonhamos? A maldade do mundo...